terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eis o trágico amor


"[...] encontrei você jovem, ardente, feliz e tentei fazer de você o homem por quem clamara, do meio da minha ruidosa solidão. O que eu amava em você não era o homem que já existia, mas o que viria a existir. Você não aceita esse papel, rejeita-o como indigno de si; você é um amante vulgar. Faça como os outros, pague-me e não falemos mais nisso.


- Perdão, perdão. Esqueçamos o resto e não nos lembraremos senão de uma coisa: que pertencemos um ao outro, que somos jovens e que nos amamos. Faça de mim o que quiser, sou seu escravo, seu cão. Mas, pelo amor de Deus, rasgue a carta que enviei e não me deixe partir amanhã. Eu morreria."

domingo, 5 de dezembro de 2010

Where are the plans?


Other times, we need to look to the future and know that when we think that see all, life still can surprise us. And still we can surprise ourself.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Histeria


Encontram-se no cais
Calados de suspiros
Vulneráveis a mentiras
Palavras violentas
É só o que eu ouço
Gritos vermelhos
Estão em apuros
Procurando o amor
Quem sabe esteja
No meio dos dedos
Daquelas mãos dadas
Sinto o ardor do coração
Ta queimando
Não percebe?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

I just want bury my dreams underground


Achei estranho quando recebi um recado dele. Quero muito descobrir o motivo, por isso estou aqui o esperando. Marcamos nos encontrar naquele mesmo banco, daquele mesmo parque onde costumavámos nos encontrar a tempos atrás. Já estava ficando impaciente, trêmula de ansiedade. Levantei a cabeça e o vi vindo na minha direção. Quanto tempo não o via! Tinha os cabelos mais longos, ganhado alguns quilos, mas o olhar e o sorriso continuam os mesmos. Permaneci imóvel até ele chegar mais perto e sentar do meu lado. Virei a cabeça e o encarei com interrogação nos olhos.
"Senti falta do teu toque, dos teus cabelos, do teu perfume em mim. Não durmo mais em paz, só fico lembrando do que passamos juntos aqueles anos atrás. E que isso deixou de existir por minha culpa. Minha culpa! Eu jamais conseguiria te esquecer, é verdade. Não consigo mais sentir nada. Todas as manhãs faço um enorme esforço pra levantar da cama e continuar. Me tornei uma pessoa sem vida. Sou completamente preto e branco. Sinto como se não tivesse mais um coração pulsando dentro do meu peito. Só sinto o ardor dentro de mim de culpa, remorso. Eu preciso de ti, para que você faça eu me sentir vivo de novo. Fica? Fica aqui comigo. Me salve disso, por favor."
"Talvez seja tarde demais. Demorou muito pra voltar, tu sabe disso."
Me levantei e saí com lágrimas nos olhos. Eu sei que ainda resta algo dentro de mim.